terça-feira, 30 de agosto de 2011

Big Bang das palavras.




KABUM!!!
As explosões gigantescas
Aos ouvidos tardam
Do centro da teoria
Tudo voa, tudo explode
Cresce mais um mundo
De infinitas palavras
Elas seguem todas as direções
Caminhos e corações
No entanto,
Tudo esta calado
É uma criação silenciosa
Ao vasto mundo divino
No vácuo surdo sabido
Sem musica aos ouvidos
No mundo das não escritas
É o Big Bang das palavras não ditas
É o Big Bang das palavras perdidas

sábado, 27 de agosto de 2011

Começo... Fim... Destino...



“[...] Podia ser um romance hollywoodiano, ou mais uma ilusão da vida, mas era na realidade um dilema infinito, que contagiava a vida daquelas pobres almas, que tão distantes e ao mesmo tempo tão próximos, se perguntavam a si próprios aonde iriam encontrar a solução pra tudo isso.
                De tantos mágicos momentos e trágicas situações só sobrou a lembrança de cada sorriso, e hoje ninguém sabe ao certo o que é isso tudo, mas muito ainda estar por vir, e até lá o mundo dá suas reviravoltas, e seja o que for nós estaremos aqui pra contemplar mais uma bela ou trágica crônica de um casal um tanto quando fictício.
                Continua... “
24/06/2011
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Ana Paula ouviu o despertador tocar e logo se emburrou querendo mais cinco minutos na sua cama quentinha. Olhou pro teto do quarto esticou o corpo ainda deitada na cama e pensou “Mais um longo e monótono dia de outono”. Levantou-se lentamente, mas aprontou-se logo, era uma moça de considerável vaidade, mas naquele dia ao olhar no espelho sentiu um vazio, não sabia bem o que era, atribuiu enfim aos longos dias cansativos em que estava vivendo e a tão maldosa rotina que a havia feito de refém.
Antes de sair de casa teve aquela impressão de que estava esquecendo algo, voltou ao seu quarto e não conseguiu sentir a falta de nada, olhou para o relógio e viu que já estava em cima da hora, e quando foi virar-se para sair algo lhe chamou a atenção. Ela viu em cima da escrivaninha um mensageiro, daqueles que você retira uma frase aleatoriamente por dia. Ela não era uma pessoa demasiadamente religiosa, inclusive mal havia lido meia dúzia de mensagens daquele mensageiro, mas naquele dia ela não resistiu, abriu o zíper e fechou os olhos, como evitando trapacear o próprio destino, e retirou uma das mensagens, leu com os olhos “Deus tem grandes planos pra você no futuro.” Num instante pensou vagamente “Cadê esses planos que até agora nem deram sinal de vida?”, mas achou uma blasfêmia, esqueceu aquilo, jogou a mensagem de lado e saiu de casa.
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Pedro levantou-se em um pulo só da cama, arregalou os olhos e em meio segundo já estava mais acordado que dormindo. Acendeu a luz e abriu a janela. O sol estava de um brilho estupidamente maravilhoso, e então ele foi forçado a apagar as luzes novamente. Ele foi até o banheiro e ao adentrar-se bateu o cotovelo na maçaneta, soltou um “caralho!!” e olhou-se no espelho. Tinha uma bela e enorme espinha bem no centro da sua testa. “Maravilha”, ele tomou seu banho e saiu de casa.
Chegando à portaria do apartamento lembrou-se que havia esquecido seu chaveiro, e voltou para buscá-lo. Pegou o chaveiro com as chaves e viu seu colar da sorte em cima da mesa, o colocou no pescoço, era deveras um cara mítico. Enfim, saiu de casa, e foi para o trabalho.
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O sinal tocou e todos desceram para o almoço, Pedro estava mendigando os segundos pro fim daquela insuportável sexta feira, pegou sua carteira e desceu para almoçar, uns amigos o convidaram pra comer um pastel, mas ele recusou e optou comer sozinho num pequeno café que havia na esquina do quarteirão onde trabalhava.
“Nossa que colar lindo!” exclamou uma voz feminina do seu lado, Pedro olhou meio espantado ao lado e suspirou ao dar de cara com a morena. “Ele é meu talismã... Oi, qual seu nome?” A garota sorriu e disse “Ana Paula, o prazer é todo meu...”. Eles se conheceram, trocaram telefones, saíram naquele mesmo final de semana, e pra quem não acredita em amor a primeira vista, eles tiveram a segunda a terceira e até a décima vez para se apaixonarem.
Ela o completava e vice-versa, como feijão com arroz, e há quem diga que não existe razão pra essas coisas, mas só a maneira que eles se olhavam nos olhos era diferente, era um brilho diferente, era como olhar pro sol e não queimar os olhos, e eles se amavam a cada dia mais e mais e...
“Eu passei minha vida inteira te procurando, buscando esse brilho que só encontro nos teus olhos...” ela dizia, e ele respondia “Eu prometo que sempre farei de tudo pra te ver bem minha querida...” e trocavam eternas juras de amor.
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Meses depois as coisas sofreram um leve abalo, tudo por razão de um pesadelo que Pedro havia tido. Ele sonhou, mas não se recordava bem, lembrava-se de uma voz dizendo “Você tem cinco dias para abandona-la, se não você a vera morrer. E tudo começara em brigas.” Ele acordou assustado, mas logo deixou aquilo completamente de lado e saiu de casa, mas naquele dia ele e Ana Paula brigaram, e feio. Ele voltou pra casa, mas se quer fez ligação ao sonho que tivera.
Na segunda noite ele teve o mesmo sonho, só que com mais abalo e dessa vez ele ouviu “Você precisa deixá-la, ela perderá um amigo...” Ele acordou assustado igualmente, mas atribuiu a rotina conturbada, mas ao tentar conversar com Ana Paula sobre a briga do dia anterior percebeu que ela estava super abalada emocionalmente, e então ela contou-lhe que sua melhor amiga havia falecido essa madrugada em um acidente de carro.
Pedro passou algumas horas em claro, pensando indignado como podia tanta coincidência, ficou tentando resgatar da memoria, tentando achar uma falha no sonho, não podia ser real, ele comeu todas suas unhas, mas ignorou novamente aquilo tudo, além do mais, fizera as pazes com Ana Paula, não havia por que ter mais pesadelos. E então na terceira noite ele sonhou com seu amigo de trabalho dizendo algo no ouvido de Ana Paula, ele acordou atordoado e pensou logo “mas bem, eles nem se conhecem”.
Ele saiu de casa, foi até o café do centro encontrar Ana, e lá deu de cara com ela sentada e o amigo próximo a ela conversando, como num ato irracional ele decidiu dar razão ao sonho, entrou gritando no lugar, deu um murro no amigo, gritou diversas exclamações e só saiu retirado a força por seguranças. Naquele dia ele perdeu o amigo, contou dos sonhos pra Ana, que não acreditou muito nele, e logo acabou por perder um pouco de confiança, e por fim, como já descrito perdeu de certa forma um pouco da razão da situação.
Na quarta noite Pedro viu luzes de ambulância, viu seu braço quebrado, e camas de hospital. Mas foi de imediato, ele acordou e não sairia de casa, ele provaria pra ele mesmo que tudo não passava de uma loucura da sua própria cabeça, ele não entraria no seu carro hoje. Mas o destino é definitivo, ele saiu pra colocar o lixo pra fora, se assustou com o cachorro que saiu como um vulto do meio das lixeiras e caiu todo desajeitado escada a baixo. Ele quebrou o braço, a vizinha chamou a ambulância e ele parou no hospital para engessar, ele viu tudo que havia no sonho, não como imaginou que fosse, mas viu, e sentiu pela primeira vez medo, muito medo.
Ele ligou pra Ana Paula aquela noite, disse que lhe amava, e que faria de tudo para vê-la feliz e bem, lagrimas rolavam do seu rosto e ele começou a se embaralhar com as palavras, ela aflita não entendia o que estava acontecendo. Ele pediu perdão por tudo, disse que a amava e que estaria com ela pra toda a vida, segurou enormes minutos no telefone, ouvindo um vazio, juntando a coragem que faltava pra poder dizer que não a veria mais, e poder carregar pra sempre o peso de que ela jamais entenderia o porquê.
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Foi então que a coragem falhou, a mão dele tremeu e lentamente ele pôs o telefone no gancho. Ele então se ajoelhou ao pé da cama, fez as mãos em forma de oração e fechou os olhos. Ele perguntou a Deus por que ele estava fazendo aquilo com ele, implorou pela sua vida que a deixasse bem, ele pediu com todas as forças que pudesse existir uma outra saída para aquilo, pois ele não resistiria viver com nenhuma das duas opções que haviam lhe dado. Ele então olhou pras estrelas e pra noite sem luar no céu e deitou-se na cama, fechou os olhos e dormiu...
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Ana Paula havia morrido, ele a via dentro do caixão, tinha flashes de uma tragédia, sangue para todos os lados, muita dor, sofrimento e lágrimas. E ao lado dele no velório uma mão pousou em seu ombro, ele não via o rosto do homem, mas ele lhe disse ao ouvido “você quer uma oportunidade de fazer diferente?” e Pedro balançou a cabeça sem conseguir proferir uma palavra se afogando nas próprias lagrimas. O homem desapareceu, Pedro o procurou, não o via mais, sentiu um ar quente no rosto...
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Pedro acordou. Colocou a mão no rosto procurando as lágrimas, não as encontrou, deu o mais longo suspiro e levantou da cama. Acendeu as luzes e abriu a janela, o sol estava estupidamente maravilhoso, ele então foi forçado a apagar as luzes novamente, dirigiu-se ao banheiro e esbarrou o cotovelo na maçaneta e disse “caralho!!” fez cinco segundos de silencio, e quando percebeu disse mais assustado ainda “caralho!!!” Olhou horrorizado pro espelho e encontrou uma bela espinha no centro da sua testa, ele quase desmaiou, e percebeu que seu relógio marcava a data de meses atrás, e ele sabia exatamente que dia era aquele, ele se arrumou pra sair de casa e por uma ultima vez tentou enganar o destino, pegou seu chaveiro pra não precisar voltar em casa para buscar seu colar, que seria o que o faria conhecer Ana, mas ao chegar na portaria do apartamento ele percebeu que suas chaves não estavam no chaveiro, e voltou ao apartamento, encarou o colar, e se rendeu, foi pro trabalho...
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Era o mesmo dia, as mesmas falas, Pedro se lembrava com riqueza de detalhes, lutou contra aquilo, mas sabia que não adiantaria, entrou no café, sentou-se e fechou os olhos bem forte, tentando uma ultima tentativa de ser apenas um sonho maluco.
“Nossa que colar lindo!” exclamou uma voz feminina do seu lado, Pedro olhou e viu Ana Paula, ela era linda, e tinha o sorriso dos seus sonhos, os olhos dele se encheram de água, ele segurou a voz falha e disse “Ele é meu talismã... Oi, qual seu nome?” A garota sorriu e disse “Ana Paula, o prazer é todo meu...” e ele virou-se para ir embora, a garota o segurou pelo braço e disse “Por que a pressa? Disse algo de errado?” ele sentiu vontade de abraça-la e contar tudo, mas que doideira seria entender o que estava acontecendo, ele falou duramente, mais com ele, do que com ela “Não foi nada, mas eu não posso te conhecer...” Ela sentiu a tensão no corpo de Pedro e pediu carinhosamente “Por favor, abra os olhos, deixa eu te ver ao menos” e ele abriu lentamente deixando escorrer uma lagrima, ela olhou no fundo dos olhos dele e disse “É como se eu já te conhecesse há anos, esse brilho no seu olhar é uma coisa muita familiar pra mim, é como...” e ele a interrompeu e disse “não, não é não... Deus me disse que tem grandes planos pra você no futuro, agora com licença” e ele saiu pela porta da frente.
Ela ficou imóvel lá por horas, lembrando dá frase que lera antes de sair de casa, aquele estranho havia lhe dito a mesma coisa, um arrepio atravessou todo seu corpo, e como se ela entendesse toda a magia do acontecimento levantou-se, sorriu para o sol e continuou sua vida...
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Pedro saiu olhando fixamente para o nada, ele teve a oportunidade de fazer diferente, e optou por não a conhecer, ele não queria vê-la sofrer, mas ficou repetindo infinitamente na cabeça aquela frase do sonho “tenho grandes planos pra você no futuro” e se agarrou dia e noite nessa frase, sonhando o dia que encontraria Ana novamente e poderia dessa vez, como combinado de Deus, ser feliz ao lado da moça, sorria só de imaginar, o que ele não sabia, é que nunca mais a veria de novo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O amor costumava ser assim




Ouça lendo: Last Kiss - Pearl Jam


E eu estiquei o braço na cama procurando o aconchego dos seus braços e achei apenas um lugar vazio. Estava escuro e eu passeava inutilmente pelo meu edredom buscando a sua mão. Em pouco tempo o sol raiou no céu e eu me levantei ainda embebido de sono, acendi a luz do quarto e a cama ainda permanecia vazia, fui até o banheiro e tudo estava em seu lugar de costume, me dirigi até a cozinha e tomei o meu café da manhã, e percebi que a sua xícara estava ainda guardada no armário. Tomei o meu banho, me arrumei para o trabalho e ao pegar a gravata notei que suas coisas estavam todas intocáveis dentro do closet. Abri a garagem, peguei o carro e me indaguei ao perceber que você sempre pegava uma carona comigo até o seu serviço. Chegando ao escritório me ocupei com a papelada burocrática, já normal de cada dia. O tempo corria, desci as escadas do edifício e segui rumo ao restaurante de esquina, onde nos conhecemos, e onde almoçávamos todo dia, automaticamente sentei no mesmo lugar, pedi o de sempre, comi e voltei para o trabalho sentindo que faltava algo muito importante no meu dia. Fechei meu turno e voltei para casa. Sentei no sofá e percebi que a casa ainda estava toda fechada, o cheiro da janta não estava rebolando por entre os cômodos, e se quer a TV estava ligada. Fiz a minha janta, assisti a um filme de praxe na TV e fui deitar. Dei uma breve lida em um livro que estava na escrivaninha ao lado da cama e indaguei:

-“Querida, já terminei,vou apagar as luzes, você se importaria de...!”.

E de repente olhei para o lado e percebi que só havia eu naquela cama, era uma enorme cama, uma quase infinita cama...

As coisas nem sempre foram assim... Esse foi o décimo quinto dia igual que tive depois que a perdi. Nada tinha tanto sentido assim, afinal, a vida continuava.

Esse costumava ser o amor. Desde os tempos da faculdade, das festinhas, das tão inocentes e doces cartas de amor aos beijos roubados. Prolongou-se numa narrativa tão romântica de momentos e sensações, cada buque de rosas naquele vaso da sala de jantar até o infinito fundo dos olhos daqueles cinco minutos que você para dançando o olhar sobre os dela.

Esse costumava ser o amor. Tão mágico e belo, tão hollywoodiano que parecia não ser verdade, que parecia ser um filme que eu via passar todos os dias na minha cabeça. E não me cansava!

Aquela viagem de casamento tinha tudo para ser memorável, e como foi. Lindos bosques regados por flores de outono, tudo dentro do padrão do que nós costumávamos chamar de amor.

Na volta para casa o simples momento. "Como eu amo você meu amor!" Eram as únicas palavras que eu ainda conseguia resgatar da minha memoria. Olhando para mim aqueles olhos tão inocentes e puros, aquele sorriso único que me enchia de alegria, me enchia de uma sensação de que bastava você estar ali para toda a minha felicidade ser real e contagiar o mundo inteiro, aqueles gestos tão apaixonados que prescindiam o último momento. Estendi a cabeça e lhe beijei, me perdi por um instante nos teus olhos e pensei em dizer que lhe amava, mas eu só pude abrir os olhos dois dias depois no hospital.

A chuva era muito intensa, a estrada era sinuosa, e nada parecia me amedrontar naquela noite, por que o amor costuma ser assim. E hoje eu ainda estou sonhando acordado, é como se o corpo voltasse para a realidade, mas o coração ainda estivesse preso ao passado. E se de repente eu tivesse dito que lhe amava? Ao menos isso me conforta, pois sei que você tinha essa certeza dentro de você.

Hoje a chuva despenca do céu, quase uma lembrança daquela noite, com exceção dos raios e relâmpagos, que violentos rasgam o céu preto. Essa estrada é muito bem iluminada, mas já foi tenebrosa há dias atrás. O medo deveria vir a tona, mas o amor costuma ser assim, a gente não sente o perigo, tudo remete ao momento que se repete incansavelmente na minha cabeça, contudo há certas e discretas diferenças, mas isso não me incomoda, por que é exatamente aonde eu me apoio nesta noite. Por que atrás do volante eu sei a diferença que me fara dormir a noite. Eu ria sozinho, parecia um maluco, olhava para o lado e via você ali aos meus olhos, seus sorrisos brincavam no ar e seus olhos ainda eram inocentes, seus gestos me tiravam a atenção e eu a beijei mais uma vez, só que dessa vez com muito mais amor, com a certeza de que o caminho traçado seria único. Segurei seu rosto e lhe disse ao pé do ouvido com todo o amor que eu tinha na minha alma “Eu sempre vou te amar!”.

E então eu pude me juntar a ela, pude reviver novamente o nosso sonho. Nem o cheiro de fumaça me faria esquecer como nós eramos felizes. Por que o tempo se arrasta sobre nossos feitos nessa vida, mas a gente sabe que o amor sempre estará lá, e nada vai me assombrar essa noite, por que hoje eu sou apenas uma simples e vaga lembrança de que o amor costumava ser assim.

***CURTE AI!

Mulheres




Mulheres não têm tradução.
E mulheres são assim: cheias de máscaras, de disfarces, de nuances, às vezes elas parecem uma coisa e na verdade são outra, e isso pode ser muito bom, ou simplesmente pode ser ruim.
Mulheres estão em constante mudança, constante oscilação, sempre se alterando, mas sempre na mesma essência, no entanto é difícil para um homem chegar nessa essência, por que essas camadas todas são confusas.
Mulheres são determinadas, quando se encantam por algo não há forca nesse mundo que as tire daquele caminho. Algumas desistem fácil, são facilmente conduzidas pela opinião alheia. Mulheres são teimosas, não há nada que tire da cabeça de uma mulher o que ela deve fazer, algumas se calam, algumas fogem, mas a mente jamais esquece.
Mulheres são burras, se entregam de coração a homens que com meia dúzia de palavras as deixam boba, se apaixonam por rostinhos bonitos que cantam músicas de amor no violão, e depois reclamam que homem é tudo igual. Mulher é um baita ser invejável, ama com uma forca que só Deus sabe dizer, encanta qualquer um com os olhos e transforma qualquer ambiente em um santuário que jamais será esquecido.
Mulheres não têm tradução.
Mulheres brigam com quem as amam e choram por quem as odeiam, algumas são ao contrario, algumas tem certos valores, algumas tem certos costumes.
Mulheres mentem como ninguém, não há homem que consiga ver nos olhos de uma mulher quando ela esta mentindo, nem fingindo… Mulheres são inteligentes, quando bem antenadas não há ser que não caia em sua armadilhas.
Mulheres são lindas, foram esculpidas com perfeição, e tiram qualquer pé da linha da razão, assim como fazem qualquer um perder a paciência com seus palpites excessivos.
Mulheres têm sexto sentido, às vezes vivem intensamente e se esquecem do que importa na vida, às vezes vivem preocupadas e esquecem a felicidade, às vezes perdem a honra de serem comparadas a mulheres de verdade.
Mulheres têm talento, são ótimas na cozinha e perfeitas na cama… São tão boas nisso que ninguém vê o quão atenciosas e batalhadoras elas podem ser, vão de excelentes donas de casa a grandes executivas, deixam muito homem para trás em qualquer quesito que se possa discutir.
Mulheres dão uma puta dor de cabeça, no casamento ou em qualquer horário do dia, podem acabar com a sua vida com um olhar, podem mudar a sua vida com uma palavra e podem te fazer feliz para sempre com um sorriso.
Mulheres nunca terão tradução.
Algumas caem na nossa vida, outras insistem em ficar e outras somem sem explicação, muitas nos causam ódio, algumas nos ensinam a viver…
Toda mulher devia pensar antes de dizer que todo homem é igual, algumas são orgulhosas demais, algumas sabem que nem só elas se magoam na vida… Assim como todo homem devia pensar antes de citar mulher como um objeto, talvez o mundo fosse menos preconceituoso…
Mulheres são simpáticas, fortes, persistentes…
Algumas largam anos de luta de um sonho quase realizado para se aventurarem num futuro inesperado, algumas nem começam a sonhar com medo de se machucarem…
Mulheres são admiráveis com certeza…
Só um homem para não perceber como são belas as mulheres.
Dos pés a cabeça, da ponta da língua até o decote da blusa, do brilho no sorriso até o infinito fundo dos seus olhos, mulheres não tem tradução.
E se apresente quem tenha argumentos para discordar, mulheres são únicas, cada qual do seu jeito, cada jeito com seu charme, cada charme com seu desejo de fazer a diferença para alguém nesse mundo.
Mulheres, seres odiáveis que se tornam essenciais, entendam sua essência e jamais se preocupem com qualquer problema nesse mundo.
Não me pergunte, não pergunte a elas, não pergunte a Deus, apenas entenda, entenda que mulheres não têm tradução.

***Gostou? curta aqui embaixo e muito obrigado!!

O músico por trás dos óculos.




O vento batia suavemente nos seus cabelos, a brisa de leve levantava seus cachos em direção ao norte. Ele olhava meio torto ao céu e podia ver cada estrela brilhando no infinito. A última gota de esperança que podia existir caiu dos seus olhos e secou sem tocar o chão. O mundo lá fora continuava, a rotina levava em cada noite as mesmas pessoas aos mesmos acasos, mas hoje ele estava lá, em pé no parapeito, olhando de cima todas aquelas vidas que andavam desordenadamente pelas ruas da cidade, cada uma com uma história, cada um com seus problemas, cada um com seus sonhos, e poucas ali haviam cruzado sua vida. Ele não queria fazer aquilo, ele só olhava para dentro da sua alma e se arrependia, esperava cegamente que uma mão lhe fosse estendida e lhe dissesse ‘desça dai, por favor, eu preciso de você!’ Mas ele sabia que era impossível, além do mais, o que levaria alguém a lhe procurar? Ninguém o tinha naquela noite, ninguém nunca o teve. Ele deu mais uma olhada ao céu, olhou para baixo, deu seu ultimo suspiro, fechou os olhos, abriu os braços e libertou sua alma, caindo no infinito das luzes da cidade...
Mas vamos voltar um pouco no tempo. Quem era o nosso Eduardo?
Desde pequeno a criatividade lhe tomou conta das veias, pouco aqui importa onde estudou, os amigos que teve, onde foi seu primeiro beijo. O que lhe diferenciava do mundo era sua originalidade, e como quem não aguenta aquela onda que surge no coração, não achou outra forma melhor de se expressar como na música. E mesmo contra a família foi em busca do que lhe dava uma paz de espirito.
O garotinho cresceu, não foi uma vida fácil, mas nada que fuja do comum, ele não tinha quase nada, ele apenas queria um pouco de reconhecimento. A necessidade de mostrar seu trabalho era imensa, não a música em si, mas o espirito das suas letras e a emoção dos seus acordes. Era de se imaginar que ele se decepcionaria, ninguém está preocupado em dar atenção ao que os outros vivenciaram. Foram inúmeras vezes sem reconhecimento, sem a percepção da sua presença ali. Ele não queria ser famoso, ele só queria que o ouvissem.
A rotina lhe caiu sob o espirito, e o emprego, como ele chamava agora o tocar, tinha virado um mero ganha pão, pois ela sabia que ninguém nunca se importaria com o que ele era. Na sua vida só lhe restava o pai, era um homem de poucos amigos, nada na vida lhe chamava muito atenção, reservado, silencioso, era um homem de espirito que pensava mais no universo e falava menos, era um misterioso músico por trás dos óculos.
A porta da sua casa abriu e o semblante pálido do seu pai apareceu, ele ficou imóvel, e com meia dúzia de passos tortos seu pai chegou cambaleando até ele e desabou em seus braços. ‘Filho, eu te amo’, e ali mesmo partiu dessa vida. Foram suas ultimas e únicas palavras para Eduardo, que ali em pé, com o pai deitado sob o peito, não sabia mais o que era realidade.
O que faz um homem sem motivos pra viver? Ele não desejava aquela dor nem ao seu pior inimigo, e de repente sem o chão não via mais a necessidade de viver. Desde então só queria encontrar seu pai, vivia perigosamente em meio a tênue linha da vida e da morte. Era um buraco negro no peito que crescia diariamente. Assim a vida continuou na sua rotina.
Foi em tempos assim que ele refletia mais sobre a vida, as pessoas. De cima do palco via das piores coisas possíveis, mulheres casadas passando o telefone para outros homens junto ao marido, dentre infinitas podridões e pecados de uma sociedade imunda de pessoas de baixo caráter. E tudo era um degrau na sua filosofia de vida...

O texto acaba aqui, vou fazer algo diferente hoje, você decidira a vida de Eduardo. Dar-te-ei o privilégio de decidir seu futuro. O que vai ser?
Eduardo conheceu uma moça especial, uma mulher maravilhosa, que lhe deu um novo sentido de vida, lhe colocou de volta na realidade, ele continuou trabalhando, assumiu seus filhos, montou uma família e permaneceu numa vida mediana, mas feliz, com pessoas que o amavam, e assim estacionou-se numa vida comum.
Agora se Eduardo pular, ele vai terminar com sua vida e terminar em todos os jornais do país, um empresário milionário vai se interessar e tornará suas musicas populares. Como clássicos de quem viveu uma vida intensa, e um mártir para a sociedade, se tornara um ídolo da musica para todo o país, algo que ele jamais saberá, mas que ele sempre sonhou.
Pode ser fácil escolher, a intenção não é ser difícil, a questão é, mas quantos músicos pulariam?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Não Tardaria a Noite..




O céu estava de um azul duvidoso, sensível a qualquer tipo de variação de luz. O sol estava lá como sempre, singelo, com um ar de dúvida nesse dia, e as dezenas de nuvens caminhavam enfileiradas ao norte, deixando pra trás apenas o frescor de mais uma tarde.

Ela chegou e olhou para os lados, buscando e ao mesmo tempo fugindo. Como se envergonhasse daquilo fingiu não ser nada, e sem alterar o caminho, apenas a velocidade dos passos, caminhou e sentou-se.

Ela deu uma longa apreciada naquela paisagem e deixou os raios de calor acertarem o seu rosto. Sua mente podia estar a quilômetros dali, mas ela não deixava de fitar o céu.

Ele chegou como uma sombra, sentou-se ao seu lado, e sem desviar os olhos do sol disse:

- Bonito né?

E ela voltou-se para ele, ficou o olhando, esperando que ele olhasse pra ela, mas não, ele não tirava os olhos do sol. Ela aguentou uns cinco minutos esperando o olhar, e quando percebeu que ele não viria, abriu os braços e o abraçou.

Ela continuou olhando para ele, e ele para o sol, até que uma lágrima escorregou pelo rosto dela e caiu no braço direito dele, ele sentiu o peso da lágrima. Ele voltou-se para ela e a contemplou nos olhos por um momento, deu um sorriso de canto de boca e esticou um dos braços a envolvendo pela cintura, deu um beijo na sua testa e voltou os olhos novamente para o sol...

E tudo ficou ali, perdido no infinito das montanhas. Uma nuvem atravessou o sol, e escondeu seus raios, o tempo passou, todos esperaram, mas já era tarde demais, o sol já havia se escondido atrás das montanhas, do vale, dos olhos de quem apreciava, e aquele em especifico não se viria mais, a não ser que corressem loucamente atrás dele...

O sol estava lá como sempre, singelo, com um ar de dúvida naquela tarde, e as dezenas de nuvens caminhavam enfileiradas ao norte, deixando pra trás apenas o frescor de mais uma noite que viria.