
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Não sei por que você se foi

quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Te amarei de janeiro a janeiro.
O amor surge quando o inverno sem querer vira verão, quando não existe chuva forte, tempestade ácida ou neve certa para impedir dois corações de se olharem, para fazer com que a vida vire do avesso e seja menos do que parece ser.
A verdade é que eu vivi anos sob a mesma estação, passei dias florescendo pela manhã e deixando minhas folhas caírem a cada fim de tarde, eu vivi muito tempo a espera de algo que pudesse me deixar emocionalmente estável, que pudesse me fazer permanente, em eterna primavera ou em chuvas pequenas e curtas para um raiar de sol ainda mais forte que o anterior.
Sim, eu era furacão querendo calma, era ódio implorando amor, sede ansiando por água e outono desejando desesperadamente florescer, e foi então que você surgiu com uma barba mal feita, com um sorriso aéreo e cheio de cor, transbordando flor e amarelo ouro na minha vida, sendo um tudo repleto de vazio, mas um vazio que eu queria que ficasse eternamente preso as minhas raízes, um desconhecido lindo que eu queria manter perto com todas as interrogações, com todas as chuvas, com todos os céus escuros e claros, eu queria você e o seu sorriso deslumbrante próximo a mim, o resto eu poderia resolver, porque não haveria de existir dúvida certa com você sendo a explicação existente entre cada parêntese definitivo que marcava o enlace da minha história.
Sempre acreditei na eternidade, tanto do amor quanto das estações, tanto de mim quanto de você, tanto dos nossos laços quanto do nosso nó(s). Sempre acreditei em eternidade porque naquela rua tranquila em frente a casinha amarela que eu sonhava em morar, estava um velhinho chorando a perda da sua amada, como se repetisse para si e para o mundo o quanto a tinha amado naquela mesma cadeira todos os dias, o quanto eles foram eternos a cada pôr do sol, a cada lua cheia e nova, a cada queda de folhas, chuvas, só(i)s e florescer, e agora, como aquele senhor dizia para o seu amor, eu te digo que te eternizo em mim durante toda festa anual, durante cada nuvem que se forma e cai em mim de paraquedas em forma de chuva, água seca e sol quente.
As coisas findas viram as mais espetaculares e saborosas quando doem, por incrível que pareça, em qualquer estação que você viesse a surgir hoje, iria doer, mas iria ser uma dor daquelas que a gente se acostuma a viver, uma dor feita de silêncios, e se eu não fosse tão fanática pela tranquilidade do não dito, jamais te aceitaria em forma de tempestade, mas como diria Clarice Lispector: "Eu também sou o escuro da noite."
(Marina Galvão)
terça-feira, 8 de setembro de 2015
O amor da sua vida é você mesmo
Sabe essa coisa de achar que perdemos a chance da nossa vida quando vemos aquela pessoa especial saindo pela porta?
É claro que todo mundo já sofreu por alguém, é normal! Mas é necessário entender que dor nenhuma pode ser demasiadamente prolongada, porque se aumenta é sinal de que as coisas estão fora do seu devido lugar, e certamente esse não é o melhor caminho! Devemos alterar a direção! (com certa frequência, aliás).
Gostar da vida a dois é normal. E isso não significa uma vida caseira! As pessoas têm gostos e costumes variados. Mas de lei relacionamentos são baseados em confiança, admiração e afeto (ao menos deveriam ser!). E em tempos onde as pessoas necessitam tanto de atenção e aceitação, é comum ver por aí relações de fachada, com sentimentos superficiais, que servem apenas para inflar egos obesos e alimentar caráteres vazios. A aceitação da sociedade é o mais novo ópio do povo. Deve-se ter cuidado! Acreditem se quiser, mas já existiu uma época remota da história onde se namorar alguém só era possível quando se amava. Que coisa mais démodé né?
E mesmo quando sentimos de verdade, quando nos doamos por inteiro, ainda sim faltará! Ainda sim você correrá o risco de se decepcionar! (Até por que a vida é feita de decepções, e eu digo isso com a maior positividade do mundo). Porque do outro pode se esperar de tudo! O outro nunca vai ser exatamente o que você quer, porque as pessoas erram e têm defeitos. Assim como você! Ter alguém (que não significa posse e em hipótese alguma deveria significar) está relacionado à confiança que é trabalhada entre ambas as partes e ao esforço que você emprega para cativar e manter essa relação. Você tem certeza que dá a devida importância a quem você ama ou você impõe suas vontades esperando que sejam seguidas?
É muito triste perder quem amamos! Dói pra caramba! Perder mais de uma vez então é o fim do mundo, nos faz achar que tem algo de errado com a gente (às vezes ((quase sempre)) tem mesmo), mas desistir do amor é a mais pura covardia! É como tirar a própria vida por estar descontente com os resultados que você anda colhendo da sua existência. É importante demais mudar! É fundamental que se estude a faculdade da vida. Se colocar no lugar dos outros é um dom para poucas pessoas, treine sua compaixão pelo próximo. Acredite no amor, porque se ninguém mais acreditar você não vai achar alguém que acompanhe e seja parte dos melhores risos que você terá na sua vida!
Quando estiver sofrendo lembre-se de pôr tudo para fora! Mas também aprenda a seguir teu caminho com modestos passos. Aprenda a absorver as más experiências e usá-las a teu favor (é revigorante, te prometo!)
Um grande amor não se esquece! Lembranças não se apagam! Passado não se reescreve! Mas achar que alguém é/era seu único amor para toda uma vida é egoísmo demais! A importância que você da a quem não te estende mais a mão é fruto da tua maturidade, é fruto da sua imaginação. Desapegue dos sentimentos não mais bem vindos, mas não apague as lembranças! Supere os traumas da sua vida, mas jamais desacredite no amor! Por que você é o amor da sua própria vida!
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sábado, 5 de setembro de 2015
O diagnóstico do amor
Começou com um pequeno incômodo no estômago, sabe? Como se fossem borboletas batendo asas. Não sei se nessa fase os delírios já haviam começado, mas era engraçado, pois eu conseguia sentir exatamente quantas borboletas havia dentro de mim, sabe? Eu conseguia enxergar a cor de cada uma delas! As mais bonitas eram as vermelhas, Doutor. Eram as mais inquietas!
De repente essa falta de ar começou também! Suspiros incontroláveis! Parece que eu desaprendi a respirar, meu sistema fica todo maluco, defasado e parece que eu vou me afogar no próprio ar. Não entendo bem qual a relação Doutor, não sou perito no assunto, mas o coração costuma acelerar muito nessas horas!
Tenho visto fantasmas, Doutor. Não sou uma pessoa supersticiosa, mas ando vendo a mesma pessoa em todos os lugares! Na minha casa, no trabalho e até mesmo nos meus sonhos. Talvez seja algum tipo de sinal, você saberia me dizer?
Às vezes eu fico com muita raiva, sabe? Querendo que ninguém fique próximo a mim! Quero apenas uma garrafa de Whisky e que o restante do mundo inteiro se foda! Me desculpe pelas palavras Doutor, mas é que às vezes eu realmente acho que não sou capaz de suportar. É uma angustia sem fim! A cada dia aumenta essa frustração dentro do meu peito, e ela parece me tomar por inteiro, eu perco todos os meus filtros sociais, eu viro um ser primitivo, prepotente e até mesmo infantil! Tenho medo de machucar alguém, tenho medo de que alguém não me reconheça mais. Ou pior! Que eu mesmo não reconheça mais quem sou!
Mas o pior de tudo é o coração mesmo doutor. Acho que é o problema! Parece que todos os sintomas são exclusivamente originados nele. Será que dá pra trocar por outro? É muito difícil você acha? Por que eu sinto que ele não vai aguentar, sabe? Tenho vivido dias malucos, to precisando dormir e acho que meus amigos não aguentam mais me ouvir falando sobre o assunto.
Têm remédio pra isso, doutor? Tem tratamento? Uma dieta balanceada talvez? Devo procurar ajuda de outro profissional?
-Calma meu jovem! Essa doença é extremamente comum. O que você está passando milhares de outras pessoas também passam. É uma enfermidade muito estudada desde a antiguidade. Há centenas de milhares de livros sobre o assunto. Mas logo já te adianto, não há cura! Nossa medicina evoluiu muito sim, os cientistas atingiram tecnologias inimagináveis a décadas passadas, mas para essa infelizmente ainda não há vacina. Vou te passar algumas recomendações que costumam ajudar, ok?
Comece a se alimentar melhor. Os alimentos com maiores doses de amor próprio na sua composição costumam ajudar. Evite comer qualquer coisa que contenha doses exageradas de ilusão e auto piedade.
Em seguida, comece a praticar esportes. Exercite sua autoconfiança e os músculos do carisma, tente deixar o sedentarismo e autoflagelação em casa, ok? Existem alguns estudos bons sobre o assunto, uma boa leitura vai te ajudar a entender melhor o seu problema e manter a calma! Recomendo dos melhores peritos na causa, anota ai: Drummond, Vinícius e Machado.
E por último leve esses analgésicos que vão aliviar os momentos de ansiedade. São cápsulas de razão e inibidores de sentimentos. Vão te ajudar a ter a coragem que você precisa para conseguir o que deseja e/ou conseguir se desvincular do que não é merecedor da sua atenção. Geralmente a gente valoriza muito o que não tem valor nenhum para nós, tente dormir melhor!
Ah e quase ia me esquecendo, tem um remédio difícil de se achar por ai, quase ninguém acha para vender, mas caso encontre o tal do juízo, compre viu? Tome em doses homeopáticas que ajudarão muito nas dores de cabeça.
-Nossa doutor, muito obrigado! Mas será que corro risco de vida?
-Fique tranquilo! Na maioria dos casos as pessoas acabam se curando com o passar do tempo, corações muito jovens são muito suscetíveis, mas garanto que você ficará bem! O único risco potencial que você corre é esquecer totalmente como amar. É muito perigosa essa sequela, viu? Não se esqueça de que amar é na verdade uma dádiva, mas só quando amamos a nós em primeiro lugar.

